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Ponto Auricular
Acupressura
Estimulação Com Microcorrente


Simplificando as técnicas de estimulação com aparelho de microcorrentes Ryometer-RTS


Devido às dificuldades em escolher os parâmetros de estimulação (Modulação, Polaridade, Frequência, Intensidade e Tempo) foi  feita  um  resumo simplificado de  como  utilizar  o aparelho RYOMETER-RTS:

Modulação: utiliza-se Denso-Dispersa (alternância de alta frequência para sedação e baixa frequência para tonificação) para  as  dores agudas e “Burst”(frequência interrompida) para dores crônicas. A Modulação Contínua é pouco utilizada.
Polaridade: a positiva é colocada na parte central do corpo (cabeça e  área central do corpo), enquanto a negativa é dirigida para as extremidades (Becker e Selden, 1985).

Figura 1.- O corpo humano e sua polaridade ( Becker e Selden, 1985).

Porém, segundo Starwynn (2002), 10% dos pacientes apresentam polaridade invertida. Por isso esses 10% necessitam de serem tratados com a inversão da polaridade.

Na prática diária para facilitar o  trabalho utilize  o  aparelho RYOMETER- RTS  ajustado  em Bipolar.

Frequências: as baixas (2 e 5 Hz) ativam  o  sistema endorfinérgico produzindo  efeito anal-gésico difuso, de  início lento, porém duradouro  e  reversível pela  naloxona. As frequências altas (80 e 100 Hz) ativam  as  monoaminas (serotonina e adrenalina), produzindo  um  efeito analgésico segmentar, de  início rápido, de curta duração e  não reversível pela naloxona.
Intensidade: varia de 10  a  600µA  no  aparelho  RYOMETER- RTS.  Se a técnica é invasiva, com inserção de agulha, a intensidade de estimulação deve ser em torno de 50µA, 75µA ou 100µA.
Se a técnica não é invasiva, sem inserção de agulha, com utilização de eletrodos adesivos ou eletrodos canetas , a intensidade de corrente deve ser maior em torno de 200µA ou 400µA.
Tempo: depende da cronicidade da patologia.Varia de alguns segundos a 60 minutos. Lesões agudas  podem ser tratadas com sessões diárias ou em dias alternados e as crônicas em duas ou uma sessões semanais.  

 

TÉCNICAS DE ESTIMULAÇÃO  COM O APARELHO DE MICROCORRENTE RYOMETER-RTS 
                                                                               

1.Técnica de estimulação local (técnica não invasiva e invasiva).
     


Figura2.-Dor no tendão do calcâneo causada pelo traumatismo.
Estimulação local utilizando eletrodo adesivo.
(Alívio total com duas sessões).



(A)  (B)

(C)

Figura 3.-Dor e hematoma no hálux causada pelo traumatismo.
(A - antes do tratamento; B – tratamento e C – após o tratamento). (Alívio total com 4 sessões).

Parâmetros de estimulação:
a)Modulação: Denso-Dispersa se a dor é aguda e Burst se a dor é crônica.
b)Polaridade: Bipolar.
c)Frequência: 2,5Hz e 100Hz  se a dor é aguda e 1,5Hz, 2,5Hz, 5Hz ou 10Hz se a dor é crônica.
d)Intensidade: 200µA ou 400µA  se a técnica é  não invasiva.
e)Tempo: varia de 15 a 20 minutos.

                             

          
                                      
Figura 4.-Dor no pescoço – Torcicolo.
Estimulação local com eletrodo conectado à agulha (técnica invasiva).

(As agulhas estão inseridas nos “pontos-gatilho” do músculo levantador da escápula).
(Alívio total com uma sessão).

 

 

Figura 5.-Ombro doloroso – tendinopatia.
(Microcorrente como tratamento complementar).
Estimulação local com eletrodos conectados às agulhas (técnica invasiva).

Parâmetros de estimulação:
a)Modulação: Denso-Dispersa para dor aguda e Burst para dor crônica.
b)Polaridade: Bipolar.
c)Frequência:2,5Hz e 100Hz  para dor aguda e 1,5Hz, 2,5Hz, 5Hz ou 10Hz  para dor crônica.
d)Intensidade: 75µA ou 100µA se a técnica é  invasiva.
e)Tempo: varia de 15 a 20 minutos.

 
2.Técnica de estimulação micro-macro.
                                

                                  

Figura 6.- Ombro doloroso – Alívio com uma sessão.

Estimulação micro-macro (técnica mista – invasiva e não invasiva).
Um eletrodo conectado na agulha inserida no ombro e eletrodo caneta estimulando os pontos do ombro no microssistema auricular.


Figura 7.- Ombro doloroso.
Estimulação micro-macro (técnica não invasiva).
Um eletrodo com “cotonete” na extremidade estimulando os pontos sensíveis do ombro e outro eletrodo “caneta” estimulando os pontos do ombro no microssistema auricular.

Parâmetros de estimulação
a)Modulação: Denso-Dispersa para dor aguda e Burst para dor crônica.
b)Polaridade: Bipolar ou negativa no microssistema e  positiva no macrossistema.
c)Frequência: 2,5Hz e 100Hz para dor aguda e 2,5Hz, 5Hz ou 10Hz para dor crônica.
d)Intensidade: Variável de acordo com a sensibilidade individual. 25µA  a 75µA  para a técnica  invasiva e 50µA  a 100µA  para  técnica não invasiva. Como a superfície da orelha é muito sensível a intensidade de corrente deve ser baixa como na técnica invasiva.
e)Tempo: 30 segundos por ponto ou aumentar o tempo de acordo com a necessidade.

 

3.Técnica de estimulação micro-micro (microssistema YNSA e auricular de Nogier).


Figura 8.- Lombociatalgia – Hérnia discal lombar.
Estimulação micro-micro (técnica não invasiva).

Um eletrodo vermelho com “cotonete” na extremidade estimulando o ponto básico D de YNSA e outro eletrodo preto estimulando os pontos do microssistema auricular.
(Tratamento complementar).

 

4.Técnica de estimulação cercando o “dragão”.


Figura 9. – Ferida cirúrgica.
A) Estimulação cercando o “dragão” (técnica não invasiva).
Eletrodos adesivos em torno da ferida cirúrgica com dificuldade de cicatrização.

Parâmetros de estimulação:
a)Modulação: Burst.
b)Polaridade: Bipolar.
c)Frequência: 10Hz.
d)Intensidade: 100µA a 200µA ( de acordo com a tolerância individual).
e)Tempo: 15 a  20 minutos.

B) Estimulação cercando o “dragão” (técnica não invasiva).
Tratamento: uma sessão por semana e o resultado após 28 dias.


Figura 10.- Dor no joelho – após cirurgia por artroscopia.

Estimulação cercando o “dragão” (técnica não invasiva).
(Tratamento complementar).

Figura 11. - Dor no joelho - após a cirurgia do joelho.
Estimulação cercando o “dragão” (técnica invasiva).
(Tratamento complementar)

Parâmetros de estimulação:
a)Modulação: Denso-Dispersa para dor aguda e Burst para dor crônica.
b)Polaridade: Bipolar
c)Frequência: 2,5Hz e 100Hz para dor aguda e 2,5Hz, 5Hz ou 10Hz para dor crônica.
d)Intensidade: 75µA ou 100µA (de acordo com a tolerância individual).
e)Tempo: 15 a  20 minutos.

 

 

5.Técnica de estimulação oposta e cruzada (Circuito de grandes meridianos).
                                                                              
(A)     (B) 
Figura 12. - Dor na face medial do joelho direito
Estimulação oposta e cruzada (técnica invasiva).
Um eletrodo é conectado no cotovelo esquerdo e outro no joelho direito.
(Tratamento de dor crônica na face medial do joelho direito com o cotovelo esquerdo).
(Alívio total após duas sessãoes).

Parâmetros de estimulação:
a)Modulação: Burst ou Contínua.
b)Polaridade: Bipolar, ou positiva no cotovelo e negativa no joelho.
c)Frequência: 5Hz ou 10Hz.
d)Intensidade: 75µA ou 100µA.
e)Tempo: 15 a 20 minutos.

Figura 13. – Dor na quadril esquerdo (coxoartrose).

(A)   (B)

Estimulação oposta e cruzada (técnica invasiva).
Um eletrodo é conectado na agulha inserida no quadril e outro no ombro oposto.
(Tratamento complementar de dor na articulação coxo-femural – coxoartrose).


6.Técnica de estimulação combinando dermátomos com pontos distais.

(A)
Figura 14. - Dor lombar aguda (Hérnia discal em L5-S1).
Dois eletrodos positivos estimulando os pontos Huato Jiaji de L4-L5 e L5-S1.
              

(B)
E outros dois negativos estimulando os pontos B-40 e B-60.

Parâmetros de estimulação:
a)Modulação: Denso-Dispersa para dor aguda.
b)Polaridade: Positiva nos pontos (Huato Jiaji) e negativa nos pontos B-40 e B-60 ou Bipolar.
c)Frequência: 2,5Hz e 100Hz para dor aguda.
d)Intensidade: 75µA ou 100µA (técnica invasiva).
e)Tempo: 15 a 20 minutos.

7.Técnica de estimulação craniana externa.

 
  
Figura 15. - Ansiedade e Insônia.

Eletrodos adesivos colocados nos lóbulos da orelha esquerda e direita.



Figura 16. - Insônia

Eletrodos adesivos colocados nos pontos extra An Mian esquerdo e direito.

 Parâmetros de estimulação:
a)Modulação: Burst ou Contínua.
b)Polaridade: Bipolar.
c)Frequência: 1,5Hz ou 2,5Hz.
d)Intensidade: 200µA ou 400µA (técnica não invasiva).
e)Tempo: 30 minutos a 60 minutos.

 

8.Técnica de estimulação Shu-Mo

 
Figura 17. - Gastrite
Eletrodos negativos conectados nos pontos B-21 e positivo no ponto VC-12.

Parâmetros de estimulação:
a)Modulação: Denso-Dispersa para dor aguda e Burst para dor crônica.
b)Polaridade: Negativa para os pontos Shu e positiva para pontos Mo ou Bipolar,
c)Frequência: 2,5Hz e 100Hz para dor aguda e 10 Hz para dor crônica.
d)Intensidade: 75µA ou 100µA de acordo com a tolerância individual.
e) Tempo: 10 minutos a 20 minutos ou depende do alívio da dor.

 

9.Técnica de estimulação especial para “ronco”.


Figura 18. – “Ronco”

Eletrodo vermelho no ponto Extra 21 MP-C (Shanglingquan) e preto no VC-23.

 Parâmetros de estimulação:
a)Modulação: Burst ou Contínua.
b)Polaridade: Bipolar.
c)Frequência: 5Hz.
d)Intensidade: 100µA.
e)Tempo: 30 minutos.


 

 Nota: Nos casos de dúvidas sobre  a  polaridade  utilize o  Bipolar. Quanto à  intensidade utilize a  corrente
na  faixa  tolerável  ou  subsensorial, pois o limiar de dor  ou  sensibilidade varia  de pessoa  para  pessoa. O
tempo  de  duração da estimulação elétrica com  o  aparelho de  microcorrente RYOMETER-RTS depende  de  alívio
dos  sintomas. Os valores numéricos  de  tempo apresentados  acima são estimativas  ou  valores médios  ou
aproximados  que podem  ser  ajustados  para  mais  ou  para menos. O mesmo acontece com as frequências.
Existem  frequências específicas   para cada  órgão  ou  vísceras, bem como para  tecido ósseo, muscular, etc.,
mas  no momento vamos  utilizar frequências  bem baixas  e mais  altas. É necessário realizar mais pesquisas
sobre os valores ideais de todos os parâmetros, pois o sucesso do tratamento depende desses valores.
Nenhuma técnica, por si só, é suficiente para aliviar todos os sintomas. O ideal é associar várias técnicas.
A microcorrente é eficaz quando bem empregada. Não deve ser utilizada como técnica principal, mas sim,
como  complementar  da Acupuntura Sistêmica.

Bibliografia:
1. Starwynn, D. Microcurrent electro-acupuncture: bioeletric principles, evaluation and treatment.
Phoenix: Desert Heart Press, 2002.

2. Becker, R. e Selden, G. The body electric. Electromagnetism and foundation of life. USA:William
Morrow, 1985.

3. Santos, S.A., Inada, T. e Costa, R. Microcorrente. Fundamentos e técnicas segundo princípios da
Medicina Tradicional Chinesa. São Paulo: Plêiade, 2010.